quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ansiedade de Separação


O seu cão sofre quando é deixado sozinho?
Ansiedade de separação é atualmente um dos problemas comportamentais de maior incidência. Geralmente os proprietários nem se dão conta de que o comportamento está começando a aparecer, e quando percebem, não sabem como agir. Aprenda a evitar e corrigir o problema em seu cão.
Ansiedade de separação é o conjunto de comportamentos exibidos por cães quando são deixados sós, sendo um dos problemas comportamentais mais comuns em cães. Os proprietários freqüentemente referem-se a estes animais como "rancorosos", "chateados", "raivosos", que agem com "despeito", "má vontade", mas este tipo de explicação não tem nenhuma base etológica. Como conseqüência, acabam punindo seus animais de modo incorreto e contribuindo para a manutenção ou aumento da freqüência do comportamento. O mais correto seria descrever este tipo de comportamento perturbado como resultado de uma resposta ao estresse pela separação da pessoa ou pessoas com quem o animal está ligado ou apegado.
O tratamento consiste em manejo ambiental, modificação de comportamento e medicações. Manejo ambiental refere-se à estratégias para reduzir os ataques de pânico repetitivos que mantém uma resposta condicionada à partida do proprietário, bem como a escolha de um local seguro para que o cão não se automutile ou destrua objetos na casa.
Modificação de comportamento consiste primeiramente em oferecer um comportamento alternativo ao cão que não a ansiedade utilizando técnicas não punitivas e ignorando o comportamento compulsivo em busca de atenção pelo cão. Técnicas de desensibilização para os casos de fobia à tempestade concomitantes à ansiedade de separação também são de grande importância no tratamento dos pacientes. Medicaçõespodem ser usadas para reduzir a ansiedade e promover o aprendizado. Em muitos estudos verificou-se que o uso concomitante de certos fármacos com estratégias de modificação de comportamento reduziu a intensidade dos comportamentos compulsivos mais rapidamente que somente o uso de medicações.
Algumas dicas.
 -Evite que o cão o siga o tempo todo
- Ignore alguns pedidos de carinho dele, para acostumá-lo com pequenas frustrações
- Crie atividades para ele não ficar entediado na sua ausência
- Não faça festa ao chegar em casa e nem se mostre culpado ou preocupado ao sair
- Permita que o cão tenha acesso a pelo menos um local onde você fica, como à sala ou ao quarto. Se não for possível, passe algum tempo com ele no local onde ele costuma permanecer enquanto você está ausente. Também deixe lá objetos e panos com seu cheiro

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

COMO ENSINAR SEU CÃO A PASSEAR NA COLEIRA SEM PUXAR


   As melhores coleiras, na minha opinião são as que prende somente no pescoço,tipo colar ou enforcadores lisos. Eu não recomendo enforcadores com os pinos que apertam o comportamento de puxar e só provocam dor no animal. Também não recomendo coleiras peitorais. Elas incentivam mais ainda a puxar, por exercer a pressão sobre o peito do cachorro. É assim que cães que puxam cargas ou trenós são amarrados. 

   O treinamento começa em casa , as ruas e os parques são realmente uma tentação para os cães. Por isso, ensinar seu cão a não puxar a guia à frente de tantas distrações pode ser bem difícil. Trabalhar com o cão em lugares sem distrações no início do treinamento vai ajudá-lo a se concentrar no exercício, o que é essencial para um bom aprendizado. Após seu cão ter entendido que não deve puxar a guia dentro de sua casa, passe a treinar em seu quintal. Em seguida, treine em ruas calmas e assim por diante. 

   Um erro que cometemos com muita freqüência é deixar o cachorro super excitado na hora que ele vê a coleira. Muita gente começa a dizer “ Vamos passear, vamos, vamos passear” excitando o cachorro e ele fica super excitado pulando para todo lado e só vai ficar mais difícil de contê-lo quando você estiver na rua. Então vamos tentar fazer essa hora de sair um momento tranqüilo, você coloca a coleira e a guia no seu cachorro dentro de casa ou no seu quintal e deixe ele solto um pouco com a coleira, por exemplo enquanto vocês ainda estão brincando de bolinha. Assim ele se acostuma a ficar com a guia em casa e não vai ficar super excitado toda vez que você mostrar a guia para ele. 

   Para treinar o seu cão a andar na coleira, na rua, saia por alguma porta ou portão. Sempre saia primeiro que o cachorro, ele deve esperá-lo, pois quem está levando ele para passear é você, e não o contrário.O animal deve estar sempre ao seu lado, nunca na sua frente. 

   Antes de sair para passear com seu cachorro, brinque com ele no quintal ou dentro de casa mesmo. Jogue uma bolinha para ele ir buscar para você, ou qualquer outra atividade física intensa. Assim você dá uma canseira nele e quando vocês forem sair ele vai estar um pouco menos agitado. Dependendo da agitação do seu cachorro, você deve dar uma canseira de até uns 30 minutos nele. Tente fazer deste momento, um momento de se divertir com ele, de fazer uma boa farra e fortalecer a amizade entre vocês. 
  
   Quando você estiver passeando, mantenha a coleira folgada, mas se ele tentar te ultrapassar, puxe a coleira para o lado, porque assim o cachorro tem um desequilíbrio pequeno, o que é encarado como um pedido de atenção.Não esqueça de passear diariamente, para que o cão não perca o "pique”

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Coprofagia



O nome científico que se dá para o ato de comer as fezes (as próprias ou de outros animais) é COPROFAGIA. Embora o ato de comer as próprias fezes, ou de outros animais, nos pareça totalmente nojento, para os cães esta não é uma atitude "escandalosa" e deve ser tratado, mas não fique pensando que o seu cachorro é nojento ou anormal por causa disso.

Um exemplo de situação natural onde o cão, ou melhor, a cadela come fezes é quando ela está com os filhotes recém nascidos.  Uma boa cadela nunca vai deixar que seus filhotes fiquem num lugar sujo de fezes e urina. Como conseqüência ela vai lamber os filhotes após cada mamada, não só para estimulá-los a fazer o xixi e cocô (cachorros muito novinhos precisam de estímulos, na forma de massagens, para poder fazer xixi e cocô), como também para limpar a sujeirinha e deixar o "ninho" o mais limpo possível, evitando que o local fique contaminado.
Assim que os filhotes estiverem mais crescidinhos a cadela usará de outros meios para ensiná-los a defecar longe da área aonde eles dormem e são alimentados.  Ela passará a se levantar do ninho algum minutos antes deles estarem totalmente saciados.  A procura das "mamadeiras" gostosas da mamãe os filhotes irão acompanhá-la para fora do ninho e acabarão fazendo as caquinhas (o que normalmente ocorre logo após o fim da mamada)  do lado de fora, e não na caminha.
Já nesta época não se espera mais que a mãe, nem os filhotes procurem fezes para comer.  Se isso estiver ocorrendo é preciso, antes de mais nada, levar o filhote ou o cachorro adulto num veterinário para afastar qualquer possibilidade de problema nutricional.


A coprofagia em filhotes mais velhos e em cachorros adultos pode estar relacionada com problemas que interferem na absorção normal dos alimentos.
Peça para o seu veterinário checar todas as possibilidades, como verminose, pancreatite, deficiência de enzimas digestivas, ou outros problemas no aparelho digestivo.

Um outro fator é alimentar.  Uma dieta inadequada, pobre em fibras e/ou proteínas pode fazer com que o seu cão vá buscar estas substâncias nas fezes de um outro animal. Estudos também apontam que cachorros alimentados uma única vez no dia tendem a comer as próprias fezes mais dos que os cães alimentados duas ou mais vezes por dia.  A explicação  de tal relação está no fato de que alguns cachorros possuem uma dificuldade maior de absorver os nutrientes se eles forem oferecidos em uma única grande porção de alimento. Os nutrientes, nestes casos, acabam passando direto para as fezes do animal que, mais tarde, sentindo-se mal nutrido, acaba voltando nas próprias fezes para se alimentar.
É o que parece ocorrer também quando mais de um cachorro é alimentado ao mesmo tempo, muitas vezes no mesmo prato, e um cão é muito mais dominante do que o outro.  O cachorro mais dominante pode até mesmo "impedir" que o cachorro mais submisso se alimente com um simples olhar.  O cachorro mais submisso só irá se aproximar do prato quando o cão mais dominante permitir e estiver totalmente saciado.  Desta situação duas coisas podem acontecer:
·         O cachorro mais dominante come muito mais do que agüenta para não deixar que o mais submisso se alimente direito (competitividade)   e acaba tento o mesmo problema que o caso descrito acima, ou seja, não consegue absorver todos os nutrientes da ração, ou;
·         O cachorro mais submisso passa fome e tem que recorrer as fezes do cão mais dominante para se alimentar.

Existe ainda a possibilidade de que seu cãozinho esteja "recolhendo" as fezes para não ser punido por ter feito a sujeira no lugar errado (ou lugar certo, mas ele não quer correr o risco assim mesmo).É bastante comum que cachorros que foram punidos com freqüência, e ainda muito cedo, apresentem este tipo de comportamento. O grau necessário de severidade da punição para causar tal reação vai depender da sensibilidade individual de cada cachorro. Ou seja, nem sempre é preciso que o cachorro seja "espancado" a cada acidente para que ele passe a comer as próprias fezes.

Maus hábitos de higiene também têm sua contribuição. Filhotes que ficam presos em locais sujos podem desenvolver a habilidade de limpar a área por conta própria. Falta de atenção dos donos, tédio, solidão, medo e estresse emocional também podem deflagrar este comportamento impróprio.

Se o seu cachorro já está comendo fezes por aí, ou para prevenir que este problema venha a acontecer, aí vão algumas sugestões:
·         Alimente o filhote, ou cão adulto pelo menos duas vezes por dia (filhotes até 6 meses vão precisar ser alimentados pelo menos 3 vezes por dia) e com uma ração de boa qualidade. Se você possui mais de um cachorro na casa, alimente-os em pratos separados e certifique-se que todos estão tendo oportunidade de comer direitinho.
·         Procure manter o jornal do seu filhote sempre bem limpinho e, de preferência, não deixe o filhote ver você limpando as caquinhas. Não queremos que o filhote muito inteligente resolva imitar o seu comportamento "comlurbiano".
·         Não brigue com o seu filhote se ele já tiver feito o cocô ou xixi no lugar errado. Simplesmente limpe a bagunça e espere uma oportunidade para pegá-lo no ato. Se você começar a ver movimentos circulares em cima do seu tapete persa pegue o filhote no colo e leve-o imediatamente para o local permitido. Se ele já estiver no meio do xixi, ou do cocô, não espere ele acabar. Interrompa-o com um sonoro "AÍ NÃO", pegue o bicho no colo e leve-o imediatamente para o jornal. Chegando no jornal NÃO brigue com o filhote, pelo contrário faça a maior festa do mundo e se uma gotinha de xixi ou cocô cair no jornal faça ele se sentir o mais amado dos bichos.
·         Observe sempre que o seu cachorro for ao banheiro e crie uma rotina para distraí-lo assim que ele fizer o cocô. Acabado os negócios chame-o para um cômodo bem longe da área com o jornal e dê um biscoitinho para o totó. Enquanto ele fica distraído comendo o biscoitinho limpe o jornal rapidamente, sem deixar que o peludo veja.
·         Leve o seu cachorro para um check-up e se for preciso faça um exame de fezes no totó, conforme orientação do seu veterinário.  Mantenha seu bichinho livre de vermes.  Ligue antes para receber orientações de como coletar as fezes e como armazená-las de forma correta para que o exame seja o mais preciso possível.
·         Se o seu veterinário prescrever um remédio de vermes lembre-se que é muito importante seguir a risca as orientações dadas por ele. Administre o remédio na dose correta e nos dias exatos para não perder o ciclo dos parasitas.
·         Você pode também perguntar ao seu veterinário se ele recomenda algum tipo de "aditivo" para colocar na comida do seu cachorro e tornar as fezes desagradáveis.  Existem produtos importados para este fim e também algumas alternativas "caseiras" mas NUNCA faça nada sem consultar o seu veterinário primeiro.
·         Reserve uma parte do dia para dar atenção e exercitar especialmente o cão.
Fonte: Lord Cão


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Como fazer um cachorro parar de pular

Pode ser um encontrão de uma raça alegre e gigante ou o balé nas patas traseiras das raças pequenas: pular é uma característica e um problema universal do mundo canino. Não há duvidas de que esse comportamento é uma graça nos filhotes, mas à medida em que o filhote cresce, especialmente se é um cão grande, o que era antes engraçadinho pode ficar perigoso.

Mesmo que pular possa ser um comportamento solícito e amigável, é mais freqüentemente um lance de dominância. Especialmente entre os cães adultos, um subordinado nunca pensaria em colocar suas patas no corpo de um dominante. Então, o cumprimento excitado que mais parece uma bola de canhão e que faz você se sentir tão amado pode na verdade ser seu cachorro dizendo "Você voltou! Tudo bem, mas não esqueça quem manda aqui." Você pode responder de duas maneiras: ensine seu cachorro que pular espontaneamente não é aceitável e adestre ele para pular somente ao seu comando.

Se você brincar com ele de uma brincadeira mais estúpida do que a dele ele deixará de gostar de pular em cima. Quando ele pular em cima de você, em vez de zangar com ele, aceite a brincadeira e segure suas patinhas anteriores. Segure firme mas, continue falando com ele sem zanga e sorrindo. Deixe ele pensar que parte dessa brincadeira é de segurar as patas.

Nenhum cachorro gosta que lhe segurem as patas. Em pouco tempo ele vai tentar tirá-las, mas você não vai deixar.Ele vai começar a chorar e tentar remover suas mãos com a boca. Continua segurando até você perceber que ele está angustiado...Na segunda vez que você fizer isso ele deixará de gostar de pular em cima.

Se com as outras pessoas não funcionar, peça a colaboração delas para fazer a mesma coisa.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Filhotes!!!!!

                                                                Os cuidados com o filhote

Os filhotes são animais que estão em fase de desenvolvimento, de crescimento, e é nessa época que adquirem aprendizados e hábitos. Portanto devemos desde filhote acostumar nossos animais com banhos, limpezas dentárias, limpezas de ouvidos e consultas periódicas ao médico veterinário.
Produtos e utensílios:
O novo membro da família chegou! e será preciso preparar o ambiente para recebê-lo, algo para aquecê-lo, como uma caminha ou um tapete que sirva de isolante térmico, comedouro e bebedouro de alumínio(com peso), rasqueadeira, pente ou escova se o filhote escolhido tiver pelagem longa, coleira e guia, shampoo neutro para filhotes e um brinquedo resistente de borracha.
Banho
Recomenda-se um banho a cada 15 a 20 dias, isto depende do local onde o animal fica. Sempre utilizar protetores de ouvido, local não escorregadio, e banho no horário mais quente do dia e shampoo próprio para cães, secagem com toalha e secador são necessários.
Dentes
Utilizar o Kit dental encontrado em pet shop, composto de dedeira, pasta própria para cães e escova. O ideal é acostumar o cão desde filhote e escovar todos os dias, se não for possível pelo menos duas vezes por semana.
Administrar biscoitos para cães, ossos artificiais (vendidos em pet shop). Nunca administrar ossos verdadeiros, e alimentos que não sejam próprios para os animais. Os cuidados dentais previnem tártaros e problemas dentais.
Limpeza dos ouvidos
Limpar os ouvidos do animal pelo menos duas vezes por semana, com produtos próprios como Epiotic® ou Dermo Kleen®, para prevenir a inflamação dos condutos auditivos (otite).
Nutrição
Uma nutrição adequada é um fator determinante para um correto desenvolvimento do filhote e propicia condições para uma excelente saúde geral e desempenho futuro. Sempre administrar ração comercial(indicada pelo criador), pois esta contém todos os nutrientes essenciais tanto em quantidade como qualidade.
Nunca fornecer restos de refeições, doces, massas e jamais administrar suplementos nutricionais, como minerais (cálcio, fósforo, vitaminas), pois esses suplementos prejudicam o desenvolvimento ósseo do filhote, levando a problemas futuros. Durante o desenvolvimento do animal é necessário que haja um acompanhamento veterinário, para avaliar-se o peso, condição corporal, dieta e método alimentar.
Vacinação
É muito importante vacinar o animal contra os vários tipos virais. O importante é sempre vacinar seu filhote com médico veterinário responsável.
1º Dose 45 dias V10 OU V8; 2º Dose 66 dias V10 OU V8; 3º Dose 87 dias V10 OU V8; RAIVA 108 DIAS; V10 ou V8 Anual; Raiva anual; Giárdia; 87 dias; 108 dias; Anual.
Vermífugo
Indicado no combate a vermes (nematódeos, helmintos, e cestódeos). Ideal vermifugação quando filhote e depois a cada seis meses. Primeira dose 3 semanas de idade.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Enriquecimento Ambiental

Devemos lembrar que os cães também possuem necessidades de gasto energético, mental e físico. Apesar dos cães terem sido submetidos a um forte processo de domesticação, conservam diversos instintos, muitos deles explicados quando retornamos à origem, na matilha selvagem. Cães entediados, compulsivos, frustrados podem apresentar diversos tipos de comportamentos atípicos, que geralmente não observamos nos lobos ou cães selvagens. Vou citar alguns deles:
  • Granuloma de lambedura: o cão se lambe compulsivamente em determinadas partes do corpo, geralmente nas patas e barriga. Há casos de cães que lambem o próprio nariz compulsivamente;
  • Movimentos repetitivos: o cão faz sempre a mesma trajetória, andando da mesma forma, formando padrões de movimentação (esses movimentos lembram animais de circo enjaulados, como por exemplo, tigres e elefantes);
  • Obcessão: O cão passa muito tempo procurando moscas, insetos, pássaros e até sombras, perseguindo-os compulsivamente;
  • Destruição do ambiente: o animal destrói plantas, cava diversas partes do quintal, rói paredes, morde e mastiga portas de madeira, pilares, cadeiras, pés de mesa, sofás, etc.;
  • Apatia: O animal passa praticamente o dia todo dormindo, se comporta de forma apática, pouco interessado nas pessoas e no ambiente;
  • Proteção de objetos: o cão pode se tornar obcecado por um objeto ou local e não permite que outros cães ou pessoas se aproximem. Ele passa a maior parte do dia restringindo o acesso dos outros;
  • Latidos: O cachorro late sem parar, sem motivo aparente, geralmente de forma cadenciada e constante;
  • Automutilação: o cão se automutila, geralmente nas almofadinhas das patas. Este é um dos problemas mais graves e pode ser antecedido pelo granuloma de lambedura.

Existem diversos outros comportamentos que evidenciam que o cão está desequilibrado. O acúmulo de energia e a falta de desafios no dia-a-dia, leva-os a esse quadro, o cão começa a mostrar comportamentos compulsivos, pode se tornar extremamente tímido e nervoso, e também agressivo.
O enriquecimento ambiental consiste em manter o cão ocupado, gastando energia e se divertindo! Assim ele não incomoda pessoas nem destrói a casa ou se automutila. Ocupá-lo é também muito mais saudável do que simplesmente impedi-lo de fazer o que ele quer, podemos oferecer atividade mental dentro de casa mesmo. Abaixo alguns exemplos que podem ser utilizados.

1) Atividade Mental com Brinquedos Cognitivos
Existem brinquedos que foram criados para serem quase indestrutíveis e ao mesmo tempo interessantes para os cães. Aliando comida e brinquedo, temos uma combinação irresistível. Aqui vamos colocar uma lista de brinquedos para que você conheça e saiba para que servem:

Kong / Kong Tetra


Colocamos recheios no Kong e o cão passa um tempo para conseguir consumir. O brinquedo possui uma anatomia tal, que o animal precisa fazer um esforço grande com a língua e maxilar para retirar o conteúdo, especialmente se for cremoso (o que supre boa parte da necessidade de exercitar a mandíbula – de filhotes e adultos). O ideal é deixar o brinquedo recheado quando o animal vai ficar sozinho em casa. Para dificultar, depois que o cãozinho já ficou craque em retirar o recheio, uma dica é congelarmos o Kong com o recheio dentro. Outra dica é, para cães obesos ou com pouca atividade física, colocar metade do brinquedo (no fundo) de ração misturada com recheio, e em cima, o recheio puro. Existe inclusive uma pasta criada especialmente para este fim, chamada Pasta para Kong.
O Kong Tetra é um brinquedo super diferente e o cão também usa a língua para retirar a pasta, mas aqui a pasta fica do lado de fora, grudada entre estas fissuras. O cão vai lambendo até que consegue retirar tudo, e isto pode levar um bom tempo!

Buster Cube / Kong Wobbler / Dog Pyramid / Garrafa Pet

O Buster Cube é ótimo para estimular mentalmente os cães. Retiramos a tampa e colocamos a porção de ração que o cão deve comer no período (caso se alimente duas ou mais vezes ao dia). O brinquedo é oco por dentro, e no interior há uma espiral que faz com que os grãos de ração se espalhem, impedindo que se acumulem na tampa, que é um cilindro com diversos orifícios por onde sairão os grãos. Todo o mecanismo dificulta a retirada da ração, é bem interessante.
Como alguns dos brinquedos que escolhi para este post, o Buster Cube é importado, não existe ainda no Brasil.
O Kong Wobbler já está sendo vendido no Brasil, e é uma opção muito parecida com outro brinquedo importado que se chama Dog Pyramid. Esse brinquedo é muito interessante e funciona como um João-Bobo (aquele brinquedo que quando golpeado cai, e depois se eleva novamente). Abrimos o brinquedo e colocamos a ração ou petiscos e o cão precisa encontrar maneiras de retirar o conteúdo, segurando o brinquedo deitado, com as patas, golpeando ou usando o focinho. É interessantíssimo, e você pode encontrar para comprar aqui.
O Dog Pyramid pode ser adquirido nos Estados unidos.
Uma outra opção, 'abrasileirada' é utilizarmos a boa e velha Garrafa Pet. Funciona da seguinte forma: Pegue uma garrafa pet vazia (de 600 ml ou menos para os cães pequenos e de 1L ou mais para cães médios e grandes), lavada e sem os adesivos do refrigerante e uma faca ou prego. Esquente a faca ou prego no fogo (tome as devidas precauções para não se queimar, segurando com uma toalha ou chave de fenda). Faça diversos furos na garrafa, um pouco maiores que o grão da ração do seu cachorro (de 8 a 10 furos). Nós utilizamos isqueiro tipo maçarico, comprado em tabacarias. Com eles o furo fica redondinho e é super fácil de fazer! Retire a tampa, coloque a quantidade de ração recomendada no pacote e ofereça ao cão.
Podem ser oferecidos também petiscos, como salsicha (cozida e de preferência sem corantes), queijo mussarela, bifinho para cães, biscoito para cães - todos cortados em pequenos pedaços. No início alguns podem apenas latir, outros ficam receosos e neste caso é melhor fazer uma dessensibilização da garrafa pet primeiro. O objetivo é que o cão consiga facilmente retirar a ração nas primeiras vezes, para que seja bem recompensado e não se frustre, desistindo da brincadeira. Ele irá rolar a garrafa com as patas e focinho. Se o cão latir demais ou começar a destruir a garrafa logo de início, pode ser que esteja difícil para ele. Aumente a quantidade e a largura dos furos.
Com o tempo ele irá ficar craque, e em pouco tempo já terá terminado a ração. Vá diminuindo a quantidade de furos aos poucos, em cada nova garrafa pet que fizer. Ao final de alguns meses, você estará oferecendo uma garrafa pet com um furo e com tampa. Nós também introduzimos mais uma dificuldade na utilização destes brinquedos, que é oferecer ao cão na grama. Ele precisa primeiro retirar a ração ou petisco e depois encontrá-lo na grama.

Puzzles / Dog Tornado / Dog Finder / Kyjen (Quebra-Cabeças)

Esses 'quebra-cabeças' são super interessantes, o conceito é legal e faz com que realmente as pessoas comecem a aceitar ou pelo menos considerar a inteligência canina, não? Fica claro que o cão necessita pensar e resolver o desafio do brinquedo!
Estes dois (Dog Tornado e Dog Finder) têm o mesmo conceito dos Puzzles, mas a diferença é que você pode encontrá-los no Brasil!

2) Mastigação: Fundamental para os cães!


Ossos e Cartilagens

Costumo orientar para que sempre o cão tenha ossinhos disponíveis para suprir a necessidade constante de mastigação. Evito oferecer os ossinhos de cartilagem brancos, devido ao tratamento químico que recebem para que fiquem com aquela aparência. Existem diversos tipo de ossinhos que podemos oferecer como alternativa, dentre eles os naturais, defumados, palitinhos, as cartilagens escuras, etc.
Tome cuidado se você tem mais de um cão, eles podem brigar por causa dos ossinhos. O ideal é que na hora que você for oferecer, deixe-os separados ou sempre supervisione.

Ossos Naturais

Existe um tipo de alimentação para pets cada vez mais conhecido no Brasil, que é a Alimentação Natural. Existem pessoas sérias que pesquisam e que trazem para nós informações muito importantes sobre o assunto, e uma delas é a oferta de Ossos Recreacionais para nossos cães. Vale a pena dar uma lida! Tire suas dúvidas sobre oferecer ou não ossos naturais aqui.

Ossos de Nylon

Os ossos de nylon da Nylabone são uma excelente opção para cães que mastigam tudo o que vêem pela frente!

Fontes:
http://www.twotuttlesfourpaws.com/softecollarcolors.html
http://www.flickr.com/photos/rossanderin/2689033874/
http://knottydoggie.com/stop-dog-barking.html
http://www.dkimages.com/discover/DKIMAGES/Discover/Home/Animals/Pets-and-Pet-Care/Dogs/Dog-Care/Dog-Care-1230.html
http://www.mailonsunday.co.uk/news/article-461665/80-fine-walk-dogs-time.html
http://www.corbisimages.com/Enlargement/Enlargement.aspx?id=CB009918&ext=1&caller=search
http://www.idealdicas.com/dicas-uteis-para-o-seu-dia-a-dia/
http://www.puretabacaria.com.br/666-isqueiro-star-preto.html

terça-feira, 8 de março de 2011

A importância da alimentação com ração para cães e gatos

Os fabricantes de alimentos para animais têm uma dupla preocupação: garantir a medida exata dos nutrientes necessários e satisfazer às exigências de digestibilidade e palatabilidade dos animais de estimação.
Criar um alimento adaptado às necessidades de certo tipo de animal não é tarefa fácil. O cão ou o gato tem de apreciar a comida recebida e demonstrar isso diante dos olhos atentos de seu proprietário, que vai tomar a decisão de continuar a usar o mesmo produto de acordo com a reação de seu animal de estimação. Além de manter uma linha de produtos que satisfaça às necessidades nutricionais, os fabricantes têm de estar atentos às diferenças de palatabilidade dos animaizinhos.
Graças aos alimentos industrializados, os animais de estimação podem beneficiar-se de uma alimentação completamente equilibrada, que não tem nada a ver com a cozinha familiar. E aqui também não vale a frase : " Se é bom para os humanos, é bom para os animais". Embora a tendência seja deixar de ser um hábito entre os donos de animais, os restos de comida ainda são os principais concorrentes da alimentação industrial.
Por outro lado, a evolução dos hábitos em favor dos alimentos industriais está associada a um conjunto de fatores cada vez mais difundidos: alimentação sadia, equilibrada e com grande variedade de produtos disponíveis no mercado e, principalmente, a praticidade.


Diferentes tipos de alimentos

Alimentos Completos: Cobrem todas as necessidades nutricionais do animal. Garantem qualidade na quantidade certa de ração diária.
Alimentos com objetivos específicos: São destinados a cães e gatos com necessidades fisiológicas particulares: aleitamento/ lactação, por exemplo. Também há alimentos para necessidades fisiológicas particulares, como obesidade e insuficiência renal.

ALIMENTOS PRÓPRIOS PARA CADA ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Cães e gatos têm exigências nutricionais muito diferentes dos humanos e, por isso, é um grande erro dar sobras de comidas a esses animais. Um regime alimentar pobre pode causar uma série de problemas de saúde, como obesidade, complicações renais e digestivas, pois o equilíbrio alimentar de um cão ou gato está justamente na dosagem precisa de carne, cereais e legumes para satisfazer suas necessidades de aminoácidos, glicose, proteínas, minerais e vitaminas, fundamentais para uma vida saudável.
É justamente uma alimentação equilibrada, fruto de pesquisas em nutrição, bioquímica e fisiologia, que a indústria de alimentação animal oferece ao mercado, sempre de acordo com o porte, a idade (filhotes e adultos), a atividade e a saúde do bichinho - existem, por exemplo, alimentos específicos para cães com excesso de peso ou gatos portadores da Síndrome Urológica Felina.
A indústria mantém estreito relacionamento com a classe veterinária e clínicas de pequenos animais para detectar as necessidades do setor e colher informações importantes para o desenvolvimento de novos produtos. Com tecnologia avançada, as novidades chegam com rapidez e qualidade ao mercado, garantindo o bem-estar dos animais de estimação de seus proprietários.
Atualmente, cerca de 40% dos 25 milhões de cães e II milhões de gatos consomem esse tipo de alimentação.

As diferenças

Cães - Os cães necessitam de bom equilíbrio em cálcio e fósforo e um bom aporte de vitamina D para assegurar a solidez do esqueleto e um bom estado de conservação dos dentes. As gorduras também são fundamentais para dar energia, principalmente aos animais ativos e de grande porte. Já as proteínas asseguram a manutenção da massa muscular.
Gatos - Os gatos, por sua vez, possuem um paladar bem mais exigente que os cães e são mais sensíveis ao tipo de alimentação. O desequilíbrio nutricional pode provocar desde a queda dos pêlos até problemas mais graves, como a Síndrome Urológica Felina, um distúrbio que provoca uma série de disfunções que afetam o trato urinário e atacam cerca de 5% a 10% dos gatos adultos de ambos os sexos.

Informações retiradas do site: http://www.petbr.com.br/racao1.asp

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Adestramento Inteligente, reforço positivo!

Adestramento Inteligente é uma filosofia que respeita o animal e o ser humano.
Baseado no reforço positivo permite que cães, gatos e outros animais aprendam por estímulos positivos e recompensas, valorizando as atitudes corretas e não as erradas. O animal assimila o aprendizado mais rápido, demonstra mais interesse em aprender e o proprietário se diverte ensinando.O Adestramento Inteligente pode ser aplicado em cães já a partir de 50 dias de vida. E não tem limite de idade.
Por ser um método que valoriza o cão e seus acertos, as recompensas são parte fundamental do processo e devem ser usadas sempre. Elas são a melhor forma de você mostrar ao animal de maneira agradável quais são os comportamentos certos.